Dia do Guidovalense

escrito por Ildefonso DÉ Vieira

Em 1961 o jornal “A VOZ DE GUIDOVAL”, dirigido por Trajano Fernandes Viana e José Maciel Queiroga, o Zé do Gil, idealiza o Dia do Guidovalense a ser comemorado em 26 de julho, junto com a festa da nossa Padroeira Santana.

À época, era prefeito o saudoso Eduardo Nicodemo Occhi que aprovou a iniciativa e participou da primeira Comissão Organizadora do evento composta por diversos segmentos da sociedade.

Decidiu-se que no Dia do Guidovalense o prefeito teria o compromisso de entregar uma melhoria ao município. Na primeira festa, Eduardo Occhi inaugurou a nossa primeira praça urbanizada: Major Albino.

A simples e luminosa idéia do jornal resultou em várias melhorias nos anos que se seguiram, com os prefeitos executando alguma benfeitoria para o município.

Tivemos obras e obras. Aconteceram casos de negligência no cumprimento da promessa firmada em 1961. Talvez por falta de visão administrativa ou recursos financeiros. Não é o caso de agora denunciar. Vamos olhar para frente. Aprender com o passado, aperfeiçoar no futuro.

Ocorreram festas e festas. O que diferencia o fracasso do sucesso numa festa é a organização, planejamento, participação, envolvimento. A improvisação, quase sempre, é má companheira.

É necessário, todo início de ano, formar uma comissão representativa da sociedade, para elaborar a programação do Dia do Guidovalense. É preciso da união de todos, prefeito, vereadores, professoras, diretoras, estudantes, religiosos, jornalistas, funcionários públicos, comerciantes, empresários, agricultores, fazendeiros, trabalhadores em geral, juntos para o êxito de nossa festa maior.

Devemos perpetuar tradições. Não pode faltar nas festividades a Alvorada Musical, de preferência com banda de música de nossa terra, a Procissão e Elevação do Mastro com o Quadro da Padroeira ao lado da fogueira, acompanhada do “Congado”, mais a bênção de Missa Solene na Matriz de SANTANA e novena cultuando a Padroeira com participação das comunidades rurais.

Não esquecer do Momento Cívico com hasteamento dos pavilhões Nacional, Estadual e Municipal à frente da prefeitura e quem sabe um desfile ou apresentação de alunos das escolas do município ou das Escolas de Samba “Calouros” e “Vila”.

É bem-vinda uma partida de Futebol do Cruzeiro ou o encerramento de um torneio ou campeonato municipal envolvendo times da cidade e zona rural.

O povo gosta de vibrar com a emocionante Corrida de Bicicleta e à Pé, a Queima de Fogos de Artifício à porta da igreja, um festival e apresentação de Música Sertaneja na Praça Santo Antônio.

Para reencontros e reminiscências, os barzinhos da cidade e o Baile da Saudade. Valorizemos a nossa cultura. É de bom alvitre uma peça de teatro, apresentações musicais, exposição de produtos da terra, fotos e artesanatos.

Para coroar os festejos, conceder o Título de Cidadão Guidovalense a quem realmente o mereça. Alguns agraciados não fizeram coisa nenhuma para receber a honraria. Eram políticos que em nada contribuíram por Guidoval, apenas pescaram nossos votos, sumiram, só aparecem de eleição em eleição.

Aproveito para lembrar de três beneméritos que ainda não foram condecorados pela nossa Câmara Municipal. São eles: José Alan Máximo (matéria do Jornal de Guidoval - nº 15), o fotógrafo Adão (ver matéria ao lado) e o poeta Marcus Cremonese que escreveu o mais lindo poema de amor à nossa cidade. Para compreendermos a ligação sentimental do Marcus com Guidoval basta reler o artigo “E por falar em serenata...” no JG (nºs 16 e 17 - Abril e maio/2006). O Saca-Rolha publicou o poema “De como eu amo uma cidade” no número 73 de 26 de julho de 1999.

Ah! Não pode faltar no Dia do Guidovalense a presença do Etiene (ver matéria ao lado) que com mérito já recebeu o título de Cidadão Guidovalense. No mais é rezar a nossa Mãe Santana agradecendo pelas dádivas da vida.


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