Um guidovalense notável

No dia 25 de agosto, no Clube Ginástico, Rio de Janeiro, ocorreu o lançamento do livro “Entre o que foi e o que virá” do Dr. Edison Cattete Reis. É mais um guidovalense levando e elevando o nome da nossa Guidoval ao mundo.

São crônicas escritas nas décadas de 40 e 50 e publicadas no Jornal do Commércio, O Globo, Jornal do Brasil, entre outros grandes jornais da então capital do Brasil.

Dr. Edison é o irmão mais velho da Profª Carmem Cattete, lembrada carinhosamente na crônica “Primórdios” , numa forma de agradecimento ao emprego que ela arrumara-lhe, em 1941, no “Arquivo Nacional” . Trabalhou ainda na “Imprensa Nacional” e “IBGE” , onde exerceu importantes cargos, inclusive a Chefia do Gabinete da Presidência.

Formado em Letras Neolatinas, Dr. Edison escreveu com fina ironia, crônicas saborosas sobre o cotidiano, belas histórias colhidas ao longo do tempo como “A sobrevivência do amor” , “Carta a um brasiliense enfermo” , “Beethoven e o samba” , “Um mistério de 50 anos” , “Parabéns pra você” , “Um caso de amor” .

A crônica que empresta o nome ao livro - Entre o que foi e o que virá - é premonitória ao relatar que “as mulheres se amotinaram por um pedaço de pano, a menos ou a mais, na saia de seu vestido” na “voluntariosa e incoerente moda feminina”, prevendo de certa forma, a minissaia surgida só duas décadas depois.

Na crônica “Nem todos...” demonstra “o orgulho de ser modestamente guidovalense”, rememora o irmão Laerte exaltando a todos “Sou de Guidoval, aprazível estância mineira”. Recorda do grande músico Chepsel Lerner (Chuca-Chuca) que durante 10 anos tocou no Clube Ginástico Português. Saudava a entrada dos sócios mais assíduos e importantes “com os acordes do hino do seu clube”. “Eram torcedores do América, Vasco, Fluminense, Botafogo, Flamengo”. Coube ao nosso cronista Dr. Edison, ser saudado pelo Hino de Guidoval, executado através de partitura escrita pelo “Sô Tute, Maestro da Lira Sapeense”. Nesse mesmo centenário clube luso-brasileiro, fundado em 1868, a ”Revista Ginasta” registrou em sua coluna social “No grande Baile de Gala, Edison Chini (presidente em vários mandatos) rendeu-se às evidências dos fatos: Guidoval é onde melhor se dança em Minas”.

Dr. Edison saiu de nossa cidade, ainda adolescente, em 1936, para estudar e trabalhar. Nunca se esqueceu da nossa terrinha, tanto que Guidoval é citada umas 15 vezes na obra, além do Chopotó, Marlière, nossas ruas, praças, bandas de músicas e times de futebol. O livro é dedicado à esposa Neuza e aos filhos Mônica, Marcos e Edson Jr. Como guidovalense também me sinto homenageado.

Vale a pena lê-lo.

Escrito por Dé da D. Tita do Zizinho do Marcílio


e-mail
FALE com o Jornal de Guidoval
Jornal de Guidoval