Tatiana Braz Ribeiral
Filha do guidovalense Luiz Antônio Ribeiral e de Maria Braz Ribeiral,
TATIANA BRAZ RIBEIRAL foi a vencedora do Primeiro Concurso de Monografia da "Escola do Legislativo" da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, na categoria ESTUDANTE.
O concurso, de âmbito nacional, teve participação de concorrentes de vários estados do BRASIL.
O seu trabalho : " Comissão de Constituição e Justiça : Uma ilha de Institucionalização no Congresso Nacional " já se encontra publicado na
Revista do Legislativo da ALMG, Nº 24 - outubro / dezembro de 1.998, da página 66 até a 82.
A premiação ocorreu no dia 15 de dezembro de 1.998, às 16:30 hs, na Galeria de Arte do Espaço Político-Cultural da Assembléia, no Palácio da Inconfidência, tendo a presença de várias autoridades, dentre elas; o Presidente da Assembléia Legislativa, o Deputado Romeu Queiroz.
Muito mais que o valor do prêmio de R$ 2.000,00, recebido das mãos do Deputado Elmo Braz, vai enriquecer o currículo ( e a biografia ) de Tatiana Braz Ribeiral o reconhecimento da Comissão Julgadora presidida pelo Deputado Arnaldo Penna, tendo ainda como um dos membros, o ex-prefeito de Belo Horizonte; o Professor Patrus Ananias.
TATIANA BRAZ RIBEIRAL formou-se em Ciência Política pela UnB. A colação de grau ocorreu, recentemente, em 4 de setembro de 1.998, no
Auditório Petrônio Portela - Senado Federal.

"escaneado" do Jornal Estado de Minas de 17/12/98, página 2 (POLÍTICA)
Site da Assembléia Legislativa de Minas Gerais
A primeira
vez
das caras-lavadas
Por Tatiana Schibuola
http://veja.abril.com.br/especiais/mulher_2003/p_038.html
Elas são inteligentes e respeitadíssimas em
seus meios profissionais, mas de vaidade não sabem nada - e algumas até têm
raiva de quem sabe. Vá perguntar a elas o que é uma chapinha ou qual o jeito
certo de passar delineador e terá como resposta um ponto de interrogação. Uma
tarde de cuidados no cabeleireiro, experiência que encerra pelo menos prazer
antecipatório para a maioria das mulheres, para elas é sacrifício - um pouco
por falta de vaidade, um tanto pela agenda atribulada e muito pelo medo de que
o excesso de cuidado com a aparência denote futilidade, subserviência aos
padrões impostos de beleza ou sabe-se lá que outro horror. Para mostrar que
pode existir coexistência pacífica entre vaidade e inteligência, VEJA propôs um
desafio à deputada radical petista Luciana Genro, à auditora fiscal do
Ministério do Trabalho Fernanda Giannasi, à médica Valéria Petri e à cientista
política Tatiana Ribeiral: passar por uma transformação nas mãos do maquiador e
cabeleireiro Celso Kamura. A seguir, as diferentes reações a essa primeira vez.
Superficial, nem pensar
Fotos Mario Fontes
Nem no dia de seu casamento a deputada federal
gaúcha Luciana Genro, 32 anos, do PT, procurou os serviços de um
maquiador. No dia-a-dia, usa só lápis no olho e corretivo para disfarçar
olheiras. Quando a ocasião é mais sofisticada, complementa com batom.
"Para ser respeitada no meio político, a mulher precisa romper com o
estereótipo de superficialidade", prega. Não se trata de desleixo, mas de
atitude. Desde 1994, Luciana vive lutando: contra a Alca, contra o
neoliberalismo e, agora, contra o próprio partido. Evidentemente, encampa as
teses feministas mais duras. "Somos contra a mulher-objeto. Nada pior que
explorar o corpo feminino para vender cerveja." Abre, no entanto, uma
exceção: "Sexy, só para o meu marido", entrega. No dia destas fotos,
descobriu-se que Luciana não é tão antivaidade assim: tinha as unhas pintadas
de vermelho e, na prodigiosa cabeleira ruiva, a raiz mais escura denunciava
tintura. "Descolori para ficar no tom do meu cabelo no verão",
desculpou-se. Luciana não transigiu nem quando viu a beleza realçada pelo
visual caprichado: "Está bonito. Mas não serve para mim.
Beleza por trás dos óculos
Aos 27 anos, a cientista política Tatiana
Ribeiral está preparando tese de mestrado sobre legislação eleitoral pela
Universidade de São Paulo, aguardando o lançamento de seu primeiro livro, em
que incentiva os jovens a votar e a cobrar ações dos representantes eleitos, e
ainda concluindo um projeto de inclusão política pela organização
não-governamental Ágora. Para ganhar credibilidade, esconde beleza e juventude
atrás dos óculos. "Usá-los é uma forma de garantir que o que eu vou dizer
será realmente levado em consideração. Funciona como um disfarce. O meio
acadêmico é muito preconceituoso", avalia. Reforçar a imagem de mulher
inteligente é um dos motivos que mantiveram Tatiana afastada dos salões de
cabeleireiro a vida toda. Ela nunca havia sido maquiada e só tinha feito as
unhas duas vezes: aos 15 anos e na festa de formatura da faculdade. "É
difícil me acostumar com essa imagem, mas gostei muito. Acho que as mulheres
precisam se livrar da idéia de que, para conquistar espaço profissional, têm de
deixar de lado a vaidade.
Peeling e Botox nos outros
Aos 55 anos, a dermatologista Valéria Petri,
primeira médica a diagnosticar um caso de Aids no Brasil, entre consultório e
aulas ainda trabalha com a energia de uma recém-formada – sua jornada pode
chegar a vinte horas diárias. Para ela, dormir é perda de tempo. Mas, ao
contrário de muitas colegas de especialidade, não faz o tipo vitrine das
novidades da dermatologia: não se aplica Botox nem preenchimento, tampouco é
adepta dos peelings na própria face (embora faça tudo isso em seus pacientes).
Para não dizer que não se cuida, ela aplica cremes à base de vitamina C e
filtro solar todos os dias e fiscaliza o cabelo, cuidando para disfarçar os
fios brancos. "Até os 35 anos, eu era mais vaidosa. Hoje, posso dizer que
minhas prioridades dizem respeito a qualquer outra coisa que não seja eu mesma",
informa. Valéria chegou para a "transformação" meio ressabiada – foi
preciso coragem, revelou, para encarar o desafio de estar no centro das
atenções. "Afinal, se não olho no espelho, não vejo os meus
defeitos", argumentou. No final, olhou bem e ficou muito satisfeita com o
que viu: "É impressionante como o trabalho de um artista transforma a
nossa identidade.
O sacrifício do salto alto
A engenheira Fernanda Giannasi, 45
anos, separada, uma filha, é a típica viciada em trabalho. Como auditora fiscal
do Ministério do Trabalho, Fernanda batalha para conseguir banir o amianto,
mineral utilizado na fabricação de telhas, caixas-d'água e pastilhas de freio,
considerado um elemento desencadeador de doenças respiratórias e câncer. Luta
também pela indenização das vítimas. Sua campanha lhe rendeu prêmios e
reconhecimento, mas custou caro em termos de vaidade. Fernanda, que adorava
salto e maquiagem, conta que aos poucos foi percebendo que ser bonita e
bem-cuidada incomodava os colegas de trabalho, principalmente os do sexo
masculino, e isso atrapalhava a defesa dos seus pontos de vista. Por isso,
deixou de lado os cuidados com a aparência, ganhou 20 quilos e adotou a
aparência despojada como se fosse uma bandeira. "É uma espécie de
autoflagelo. Sempre tive de provar que era competente, apesar de meus atributos
físicos", desabafa. Para ela, a imagem criada por Kamura é, na verdade, o
que ela gostaria de ser todos os dias. "Essa sou eu", reconheceu-se,
encantada, ao ver o resultado.