Maestro OSWALDO JOSÉ DE BARROS (Sô Tute)

Data de Nascimento : 27/03/1.909
Nome da Mãe : Emília Aparecida Cordeiro Barros
Nome do Pai : Alfredo José de Barros
Esposa : Maria da Conceição Barros
Filhos : Braúlio José de Barros ( In memória ) e Osmar José de Barros
Profissão : Foi Candieiro de Boi, depois passou a servente

Veio de família de músicos, nasceu no Sossego (zona rural).
Aos treze anos compôs a sua 1¬ música. Era muito esforçado, vinha ensaiar a pé e muitas vezes embaixo de chuva.
Gostava de futebol, mas não jogava por que seu pai não deixava.
Às vezes saia escondido para jogar, mas quando seu_ pai ficava sabendo levava uma surra. Seu time de coração até hoje é o Cruzeiro. Em Guidoval já existia uma banda com o nome de Lira Sapeense, depois de algum tempo ela começou a fazer parte e mudou o nome da banda de Lira para Corporação Musical Berlamino Campos.
Em 1933 casou-se e em seguida mudou-se para o Rio de Janeiro, porque sua esposa estava muito doente e Guidoval não tinha médicos.
Todos os dias Sr. Tute reunia-se com músicos, como Ari Barroso (Compositor da Aquarela do Brasil) e outros. Ensaiava e as vezes, compunha alguns dobrados. Depois de 2 anos que residia no Rio de Janeiro, e1e voltou sozinho para resolver sus problemas na banda. Gostava de tocar baixo Tuba Sub (contrabaixo). Certo dia, foi chamado para ensaiar na banda Sagrado Coração de Jesus, uma das melhores da Região e no ensaio estava havendo erro. 0 regente parava o ensaio toda hora e falou que era o Sr. Tute que estava errando. Foi quando o regente pediu que só a bateria e os dois contrabaixistas tocassem a música. Ele colocou a partitura de cabeça para baixo e começou a tocar, foi aí que o regente viu que estava errado era o rapaz de trás e pediu desculpas para ele. Voltou para o Rio e ficou lá até sua esposa receber alta do Hospital. Quando chegaram aqui em Guidoval, Sr. Tute e banda não tinha lugar para ensaiar. Passou a fazer reuniões em sua casa e ensaiavam das 8:00 às 10:00.

Um fato muito importante na vida do Sr. Tute, ocorreu quando um religioso que andava visitando as cidades, passou por Guidoval e ouviu a Banda ensaiar. 0 frei gostou muito da banda e pediu que ele tocasse na procissão. No dia da procissão, o Frei gostou tanto de um dobrado executado, que pediu a banda para tocá-lo novamente. Quando terminou a procissão o Frei perguntou o nome do dobrado, e o Senhor Tute disse que aquele dobrado era uma composição nova e ainda não tinha nome, e o Senhor Tute disse ao Frei : "" Se o Senhor quiser me dar a honra, vou colocar o seu nome como título desse dobrado.
0 dobrado então passou a se chamar Frei Eliseu que além do nome ainda ganhou uma cópia que levou para Recife.
Mas depois o Senhor Tute chegou do trabalho para almoçar e ao ligar o Rádio em uma emissora de São Paulo, ouviu o Locutor : " Vamos executar o dobrado Frei Eliseu, de autoria de Osvaldo José de Barros.
Foi uma grande alegria para o Senhor Tute.
Passado algum tempo o Frei escreve uma carta para o Sr. Tute agradecendo pelo dobrado, dizendo que o mesmo fora gravado pela Banda do Corpo de Bombeiro do Recife e que estava sendo tocada em várias rádios do país.
Em 1984 encerrou sua carreira na banda por motivo de saúde.
Porque teve um problema na coluna e ficou impossibilitado de andar, mas agora ele anda com o auxílio de uma bengala.
Agora ele está esquecido, nem seus familiares vem visitá-lo; vive com sua segunda mulher Maria de Jesus Soares ( Fiinha).
Nem seus alunos de antigamente lembram de visitá-lo, a não ser o Luiz Pinheiro que de vez em quando vai visitá-lo .

Seus Dobrados Mais Tocados

Frei Eliseu, Astro, Rubens Caetano da Silva, José Vieira Neto, Cândido Mendes, Prefeito Sebastião Cruz, Professor Artur, Medeiros, Rute mulher do professor, meia noite e muitos outros.
A maioria dos nomes de seus dobrados ele homenageava as pessoas de nossa cidade

TRABALHO BIOGRÁFICO DAS ALUNAS :

Valéria Marquione de Oliveira
Raquel