Produção de pimentão este ano pode superar marca de 2003

A produção de pimentão em Minas Gerais, em 2004, pode bater a marca do ano passado de 41,2 mil toneladas plantadas em 1,5 mil hectares, conforme expectativa de ruralistas de safra superior a 40 mil toneladas, produzidas em 1.206 hectares. Até final de novembro passado, a produção registrada alcançou 33,2 mil toneladas. "A nossa última colheita e de vários municípios se realiza agora, de novembro até início de janeiro. A safra deste ano é muito boa e assim esperamos uma produção das melhores dos últimos anos", disse o produtor Ailton Roldão Dias, do município de Guidoval, na Zona da Mata.

Os dois maiores produtores do fruto, este ano, são os municípios de Guidoval e Barbacena, ambos na Zona da Mata, com uma produção colhida até agora de 2,9 mil toneladas, em 72,9 hectares plantados, e 2,4 toneladas em 80 hectares, respectivamente. Acima de mil toneladas colhidas, contabilizadas até agora, estão Araguari, com 1,2 mil t, plantada em 27,0 ha, no Triângulo Mineiro; e Itatiaiuçu, a 58 quilômetros de Belo Horizonte, com 1,3 mil t, em 30,0 ha, ocupam o 3° e 4° lugares na produção de pimentão, um fruto originário do Sul do México. Esses dados são do Sistema de Acompanhamento de Safra Agrícola, da Empresa Mineira de Pesquisa e Extensão Rural (Emater).

O pimentão é plantado para venda e consumo próprio na maioria dos municípios mineiros. A oferta do fruto ocorre nos grandes centros consumidores como São Paulo e Rio de Janeiro. Em Belo Horizonte, ele chega nos mercados o ano inteiro. No CeasaMinas, por exemplo, o município de Mateus Leme, na região Metropolitana de Belo Horizonte, ofertou, até final de novembro, 1,2 mil toneladas, já Barbacena vendeu 723,0 toneladas. No mercado central, ele é encontrado em todas as barracas de hortaliças, assim como nos vários sacolões da capital mineira. Guidoval, na Zona da Mata, coloca grande parte da produção no Rio e em São Paulo.

Ao optar pela produção de pimentão ou qualquer outro cultivar, os produtores rurais têm, em território mineiro, fortes aliados no governo estadual, por meio de seus vários órgãos vinculados à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. E, assim, pode proporcionar todo tipo de serviços, desde como plantar e colher. Oferece também informações sobre mercados e realiza pesquisas sobre vegetais e animais. Ainda cuida da prevenção de doenças e de melhoramento genético dos cultivares. Por exemplo, a Fundação Rural Mineira (RuralMinas) presta assessoria relacionada com tecnologia e gerenciamento de projetos de desenvolvimento rural, dentre outros.

Preço alto no mercado
Verde, vermelho, amarelo e roxo, que excita o paladar, o pimentão tem presença garantida nos pratos simples de milhares de famílias e nas mesas de suntuosos banquetes do mundo inteiro. Plantação de verão, com facilidade de adaptação nos climas tropicais, o fruto pode ser também cultivado em estufa no inverno. O pimentão é produzido com qualidade e sucesso em vários municípios de Minas Gerais. O fruto (Capsicum annum) plantado como hortaliça pertence à família das solanáceas, como a batata, jiló, tomate, beringela e as pimentas. A irrigação por meio de mangueiras ou outro meio é fundamental para uma colheita de frutos de qualidade e de bom tamanho.

O pimentão alcança bom preço nos grandes mercados consumidores. Em Belo Horizonte, no Mercado Central e sacolões, o vermelho e amarelo, que são cultivados em estufas e em campo aberto, com custo de produção maior, são vendidos na faixa de R$6,00 a R$10,00 o quilo, enquanto o verde fica entre R$2,00 a R$3,00. O preço depende muito da qualidade, do tamanho e da embalagem. O pimentão é levado em caminhões para os grandes centros consumidores. O peso de cada um varia entre 200 a 300 gramas. A grande oferta do pimentão nos mercados ocorre nos meses de setembro a janeiro. O fruto é uma das hortaliças mais ricas em vitamina C e quando maduro é excelente fonte de vitamina A. Também é fonte de cálcio, fósforo e ferro, com baixa caloria.

O fruto tem forma retangular, quadrada e cônica. A coloração do pimentão tradicional é verde, mas há os vermelhos, amarelos, alaranjados, roxo e creme, de acordo com cada variedade. Os especialistas ensinam que "os pimentões roxos e cremes representam a exceção das cores mais conhecidas, pois apresentam a coloração roxa e creme desde o início de sua formação". Dizem que "os frutos devem apresentar-se limpos, firmes e com casca brilhante, características de frutos frescos". Se embalados em sacos plásticos perfurados e colocados na parte inferior da geladeira, resistem por mais de uma semana.

"O pimentão colhido muito novo é pequeno, têm cor verde-pálida e murcham mais rapidamente" dizem os especialistas. Também aconselham consumir os frutos cujos talos foram cortados rentes (1 cm) à base do fruto. Por causa da alta sensibilidade, "os pimentões devem ser manipulados com cuidado, sem apertá-los ou quebrá-los, para não danificar os que serão adquiridos por outros consumidores", recomendam.

Os municípios mineiros com produção acima de 300,0 toneladas são: Uberaba, no TriânguloMineiro; Coração de Jesus, Norte de Minas; Inhapim, na Região Vale do Rio Doce; Mateus Leme, na Região Metropolitana; Carmópoilis de Minas no Centro-Oeste; Baldim, na Região Metropolitana; Iapu, Vale do Rio Doce; Formiga, Centro-Oeste; Monsenhor Paulo, Sul de Minas; e Carandaí, na Mantiqueira.


Fonte: Site da Governo de Minas Gerais